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Racionais Mc’s – Brasilianischer Rap

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Datum: 13. Februar 2007
Uhrzeit: 11:47 Uhr
Ressorts: Kultur & Medien
Leserecho: 0 Kommentare
Autor: Dietmar Lang
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Racionais MC’s ist eine der wichtigsten brasilianischen Rap und Hip-Hop Gruppen. Tief eingebunden die soziale Struktur der schwarzen Bevölkerung der Arbeitersiedlungen in den grossen Städten produzierten sie ihre Musik im Untergrund und lehnten prinzipiell kommerzialisierte Aufführungen ab. Sie bekämpften zum einen das kapitalistische System, da es aus ihrer Sicht Elend, Drogenkonsum und Gewalt fördert. Mit ihren agressiven Texten versuchen sie auf die sozialen und gesellschaftlichen Ungerechtigkeiten aufmerksam zu machen. Da sie mit der Zeit jedoch auch ausserhalb der Favelas immer mehr Fans fanden, wurde MTV Brasil auf sie aufmerksam und so wurden in späteren Jahren auch einige Videoclips produziert.

Racionais MC

1990 wurde die Gruppe in São Paulo gegründet. 1992 erschien ihre erste LP mit dem Namen „Holocaust Urbano“, von welcher auf Anhieb 50.000 Kopien verkauft wurden. Neben ihrer musikalischen Aktivitäten engagierten sie sich in Gemeinschaftsarbeiten und hielten Vorträge an Schulen. Rassismus, Drogenkonsum und Polizeigewalttätigkeit waren dabei die bevorzugten Themen.

Eine weitere LP folgte und die Gruppe gewann in der brasilianischen Rap-Szene immer mehr an Gewicht. Zahlreiche Konzerte, die auch für die „normale Bevölkerung“ zugänglich waren, steigerte zusätzlich den Bekanntheitsgrad von Racionais Mc’s. Bei einem Live-Konzert im Jahre 1994 kam es dann jedoch zu Ausschreitungen und die Band-Mitglieder wurden verhaftet. Die Plattenfirma kündigte daraufhin den Vertrag und so entstand für die dritte LP das eigene Bandlabel „Cosa Nostra“.

Diese LP mit dem Namen „Sobrevivendo no Inferno“ brachte dann den grossen Erfolg. 500.000 Kopien wurden davon verkauft und mit den Videos „Diário de um Detento“ und „Mágico de Oz“ gewannen sie 1998 den von MTV Brasil geförderten Video Music Brasil Award als beste Rap-Gruppe sowie den Publikumspreis.

Ihre letzte CD „Nada Como Um Dia Apos O Outro Dia“ erschien im Jahre 2003 und enthält unter anderem nachfolgenden Song „Vida Loka (Parte 2)“. Zudem erscheint in den kommenden Tagen die erste DVD der Gruppe mit dem Titel „Mil trutas mil tretas“.

Racionais Mc’sVida Loka (parte 2)

Firmeza total, mais um ano se passando
Graças a Deus a gente tá com saúde aí moro?
Muita coletividade na quebrada, dinheiro no bolso
Sem miséria, e é nóis…
Vamos brindar o dia de hoje
Que o amanhã só pertence a Deus, a vida é loka.
Deixa eu fala, pocê,
Tudo, tudo, tudo vai, tudo é fase irmão,
Logo mais vamo arrebentar no mundão,
De cordão de elite, 18 quilates,
Poê no pulso, logo Breitling,
Que tal? tá bom?
De lupa Bausch & Lomb, bombeta branco e vinho,
Champagne para o ar, que é pra abrir nossos caminhos,
Pobre é o diabo, eu odeio a ostentação,
Pode rir, ri mais não desacredita não.
É só questão de tempo, o fim do sofrimento,
Um brinde pros guerreiro, zé polvinho eu lamento,
Vermes que só faz peso na terra.
Tira o zóio.
Tira o zóio, vê se me erra,
Eu durmo pronto pra guerra,
E eu não era assim, eu tenho ódio,
E sei que é mau pra mim,
Fazer o que se é assim,
Vida loka cabulosa,
O cheiro é de pólvora,
E eu prefiro rosas.
E eu que…e eu que…
Sempre quiz com um lugar,
Gramado e limpo, assim, verde como o mar,
Cercas brancas, uma seringueira com balança,
Disbicando pipa, cercado de criança…
How…how Brown
Acorda sangue bom,
Aqui é capão redondo, tru
Não pokemon,
Zona sul é o invés, é stress concentrado,
Um coração ferido, por metro quadrado…
Quanto, mais tempo eu vou resistir,
Pior que eu já vi meu lado bom na U.T.I,
Meu anjo do perdão foi bom,
Mas tá fraco,
Culpa dos imundo, do espírito opaco.
Eu queria ter, pra testar e vê,
Um malote, com glória, fama,
Embrulhado em pacote,
Se é isso que cêis quer,
Vem pegar.
Jogar num rio de merda e ver vários pular,
Dinheiro é foda,
Na mão de favelado, é mó guela,
Na crise, vários pedra 90, esfarela.
Eu vou jogar pra ganha,
O meu money, vai e vem,
Porém, quem tem, tem,
Não cresço o zóio em ninguém,
O que tiver que ser,
Será meu,
Tá escrito nas estrelas,
Vai reclamar com Deus.
Imagina nóis de Audi,
Ou de citröen,
Indo aqui, indo ali,
Só pam,
De vai e vem,
No Capão, no Apurá, vô colar,
Na pedreira do São Bento,
Na fundão, no pião,
Sexta-feira.
De teto solar,
O luar representa,
Ouvindo Cassiano,
Ha.
Os gambé não güenta.
Mais se não der,
Nêgo,
O que é que tem,
O importante é nós aqui,
Junto no que vem,
O caminho,
Da felicidade ainda existe,
É uma trilha estreita,
Em meio a selva triste.
Quanto cê paga,
Pra vê sua mãe agora,
E nunca mais ver seu pivete,
Ir embora,
Dá a casa, dá o carro,
Uma glock, e uma fal,
Sobe cego de joelho,
Mil e cem degraus.
Quente é mil grau,
O que o guerreiro diz,
O promotor é só um homem,
Deus é o juiz.
Enquanto Zé Polvinho,
Apedrejava a cruz,
E o canalha, fardado,
Cuspiu em Jesus.
Oh…
Aos 45 do segundo arrependido,
Salvo e perdoado,
É Dimas o bandido.
É loko o bagulho,
Arrepia na hora
Oh
Dimas, primeiro vida loka da história.
Eu digo.
Glória…glória…
Sei que Deus tá aqui.
E só quem é,
Só quem é vai sentir.
E meus guerreiro de fé,
Quero ouvir….quero ouvir…
E meus guerreiro de fé,
Quero ouvir…irmão…
Programado pra morre nós é,
Certo é…certo…é de no que der…
Firmeza
Não é questão de luxo,
Não é questão de cor,
É questão que fartura,
Alegra o sofredor.
Não é questão de preza, nêgo
A idéia é essa,
Miséria, traz tristeza, e vice-versa,
Inconscientemente,
Vem na minha mente
Em ter uma loja de tênis,
O olhar do parceiro feliz,
De poder comprar,
O azul, o vermelho,
O balcão, o espelho,
O estoque, a modelo.
Não importa,
Dinheiro é puta,
E abre as porta,
Dos castelo de areia que quiser.
Preto e dinheiro,
São palavras rivais,
É,
Então mostra pra esses cú,
Como é que faz.
O seu enterro foi dramático,
Como um blues antigo,
Mas tinha estilo,
Me perdoe, de bandido.
Tempo pra pensar,
Quer parar,
Que cê qué?
Viver pouco como um rei,
Ou muito, como um Zé?
Às vezes eu acho,
Que todo preto como eu,
Só quer um terreno no mato,
Só seu.
Sem luxo, descalço, nadar num riacho,
Sem fome,
Pegando as fruta no cacho.
Aí truta, é o que eu acho,
Quero também,
Mas em São Paulo,
Deus é uma nota de 100,
Vidaloka!!
„porque o guerreiro de fé nunca gela,
Não agrada o injusto, e não amarela,
O rei dos reis, foi traído, e sangrou nessa terra,
Mas morrer como um homem é o prêmio da guerra,
Mas oh,
Conforme for, se precisa, afoga no próprio sangue, assim será,
Nosso espírito é imortal, sangue do meu sangue,
Entre o corte da espada e o perfume da rosa,
Sem mensão a rosa, sem massagem.“
A vida é loka nêgo,
E nela eu tô de passagem.
À dimas o primeiro.
Saúde guerreiro!
Dimas… Dimas… Dimas…

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